Na janela onde o tempo desacelera,
uma mulher lê o horizonte em silêncio antigo.
A luz da tarde borda rendas na atmosfera,
e cada página vira um delicado abrigo.
Seu vestido guarda histórias não contadas,
de amores sussurrados em cartas de papel.
Entre cortinas, memórias delicadas,
se misturam ao dourado macio do céu.
O campo lá fora respira calmaria,
enquanto o livro acende mundos por dentro.
Ela sorri por dentro a cada poesia,
faz do próprio peito o mais secreto centro.
E quem a vê assim, serena e concentrada,
percebe que ler também é viajar.
Na moldura de uma tarde enamorada,
ela encontra o infinito em cada olhar sobre o mar de letras a se derramar.
Texto: Ezzenza Digital - Todos os Direitos Reservados®

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